Renda fixa hoje: CDB paga até 106% do CDI; veja mais taxas nesta quarta (4) na XP

O mercado de emissão bancária, dentro da plataforma da XP, oferece nesta quarta-feira (4), CDBs com taxas prefixadas de até 13,780% ao ano com vencimento em 12 meses, enquanto títulos de inflação estão pagando até IPCA+8,640% em mais de 1 ano e os pós-fixados até 106% do CDI em 12 meses.

LCAs contam com taxas prefixadas de até 10,890% para vencimento em mais de 12 meses, enquanto as pós-fixadas pagam até 87% do CDI em mais de 12 meses.

LCIs pós-fixadas pagam até 100% do CDI em 12 meses.

Renda Fixa Hoje: confira algumas opções de investimento em renda fixa bancária oferecidas pela XP

LCA ORIGINAL
Taxa: 94% do CDI
Vencimento: março/2029

CDB C6
Taxa: 103% do CDI
Vencimento: março/2032

LCA SICOOB
Taxa: 92% do CDI
Vencimento: janeiro/2033

Cenário Renda Fixa da XP

A percepção de que o conflito no Oriente Médio pode se prolongar e gerar impactos mais persistentes sobre o petróleo levou a uma alta firme dos juros futuros em todos os vencimentos nesta terça-feira (3). O movimento ganhou força após temores de fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para a oferta global de óleo, o que elevou os receios de pressão inflacionária no mundo.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 subiu de 13,296% para 13,445%. Os contratos intermediários e longos também avançaram: o DI para janeiro de 2029 foi a 12,97%, ante 12,728%, e o DI para janeiro de 2031 saltou de 13,117% para 13,360%. O ajuste refletiu a reprecificação do risco inflacionário global diante da escalada envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

A curva curta foi particularmente sensível à mudança nas apostas para a Selic. Embora o mercado ainda espere o início do ciclo de cortes na reunião de março do Comitê de Política Monetária, aumentou a divisão entre reduções de 25 e 50 pontos-base, com leve predominância do corte mais moderado. A taxa projetada para o fim de 2026 também subiu, indicando maior cautela quanto ao ritmo de flexibilização.

Já a ponta longa incorporou prêmios mais elevados diante do risco de um choque mais duradouro de inflação global, caso o petróleo permaneça em patamares elevados. Estimativas de mercado apontam que, com o Brent a US$ 80 e repasse parcial aos combustíveis, o impacto no IPCA poderia chegar a 0,4 ponto porcentual — fator que ajuda a explicar a abertura da curva.

Indicadores domésticos, como o PIB do quarto trimestre e o Caged de janeiro, ficaram em segundo plano. A avaliação de dirigentes do Fundo Monetário Internacional de que a tensão no Golfo pode afetar inflação e crescimento reforçou a leitura de que o canal do petróleo é hoje o principal vetor de risco.

Assim, enquanto a curva curta reagiu à recalibragem das expectativas para o ritmo de cortes da Selic, a curva longa refletiu a elevação do prêmio de risco global e a possibilidade de um choque inflacionário mais persistente, resultando em avanço generalizado das taxas.

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Fonte: infomoney